PRAZER,
GIO.


Sou roteirista,
pesquisadora,
professora e
antropóloga em
formação.โ
(tudo o tempo todo, junto e misturado!)
Conta a lenda que meu destino era ser do balacobaco: nasci em pleno carnaval e ainda levei o nome de uma figura conhecida na cidade — atração principal de um cabaré frequentado por 8 entre 10 homens respeitáveis das cercanias.
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Deu errado. Cresci poeta. Vivo de transformar verborragia em histórias capazes de convencer alguém de que pessoas inventadas existem.
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Ao longo do caminho, trabalhei e aprendi com mestres incríveis — alguns famosos, muitos anônimos — e construí minha trajetória ao lado de quem confiou em mim antes mesmo de saber se eu aguentaria o tranco (spoiler: aguentei).
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Há uma década, a sala de aula flertou comigo. Eu, que não nego paixão, revidei. Coordenei a pós-graduação em Roteiros para TV, Cinema e Multiplataformas da Universidade Veiga de Almeida (2016–2021) e sigo dando aulas. Hoje, faço parte do corpo docente da primeira pós-graduação brasileira dedicada à Escrita para Telenovela, oferecida pela UniFacha.
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Nos últimos anos, fui contemplada em editais federais para desenvolvimento de longa-metragem e dramaturgia seriada — neste último, como supervisora de roteiro. Também me encantei pela linguagem documental, com quem mantenho uma relação não monogâmica: ela sabe que a narrativa de ficção é meu primeiro amor.โ
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Como boa garota do ABC, filha e sobrinha de operários, cedo fui mobilizada por questões sociais. Demorou, mas finalmente arrumei tempo para estudá-las com método: curso Antropologia na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) e Memória e Política pela CLACSO (Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais). E acho que isso tem tudo a ver com roteiro.
โ
Mas talvez eu tenha virado roteirista porque mora em mim uma fofoqueira. Digo isso aos meus alunos, chefes e comparsas sem nenhum pudor: não há boa escrita sem escuta, curiosidade pelos outros e um certo pendor pelos clichês. Como escreveu meu íntimo desconhecido (desde a graduação) Umberto Eco:
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"Dois clichês provocam riso. Cem clichês comovem.
(...) Os clichês falam entre si e celebram uma festa de reencontro."
No momento, sou roteirista e pesquisadora em uma sala de desenvolvimento de série para a Netflix. Comigo é combo: leva a autora, a pesquisadora vai junto.
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Tenho umas histórias pra contar. Topa um café?โ
"(...) me liga, me manda um telegrama,
uma carta de amor, que eu vou até lá, eu vou."¹
โโ
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¹ LEHART, Leandro. Telegrama. Intérprete: Exaltasamba. In: Luz do Desejo. 1996. Disponível na memória afetiva de toda uma geração.
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POR ONDE
ANDEI








